Vai, vai, vai começar a brincadeira… Circo e parques de diversões

Na receita da maçã do amor, falei do dia em que conheci um operador de câmera de vídeo que também era atirador de facas e equilibrista, nascido e criado no circo. Fiquei encantada quando ele me explicou que, além da participação na bilheteria, cada família do circo explorava um tipo de guloseima, quer dizer, uns cuidavam dos churros, outros da pipoca ou amendoim ou do algodão doce e que a dele, comandada pela avó, cuidava das maçãs do amor.

Fui me lembrando dos meus tempos de criança e das nem sei quantas idas aos circos e parques de diversões, já que os meus pais sempre levavam a família inteira, isso em todas as cidades em que a gente morou ou frequentou (São Luís do Paraitinga, Ribeirão Pires, Caçapava, Taubaté, Caraguatatuba, Ubatuba e Araçatuba). Aliás, há não muito tempo, o meu pai me contou que o pai dele fazia a mesma coisa. Valiam os circos maiores e os pequenos, super improvisados, daqueles em que a mesma pessoa vendiam ingressos, depois amendoim, se transformavam em ajudante do mágico e na “vítima” do atirador de facas.

Fiz o mesmo com as minhas meninas, que se divertiam. Até nos tempos de Paris, quando a gente passeava pelo interior da França e encontrava parques pequenos pelas cidadezinhas, a Bebel aproveitava cada segundo e comia algodão doce (o “barbe à papa”) até ficar com o rosto todo açucarado. Uma vez, fiquei até tonta de tanto rodar com ela num carrossel de foguetes em Amsterdam e o Carlos e ela passaram acho que mais de hora num carrinho de trombada num parque com circo em Pompéia.

Eu me lembro bem das caravanas chegando às cidades, passando pelas ruas e anunciando pelo alto-falante que ficariam por 3/4 dias ou no máximo uma semana, no local tal e era uma festa, todo mundo saía de casa pra acompanhar e providenciar os ingressos.

Eu tinha uns 4 anos quando a Nara Leão cantou “O circo” e gostei tanto que aprendi a música inteirinha, tanto que, até hoje, de vez em quando me pego cantarolando “vai, vai, vai começar a brincadeira. Tem charanga tocando a noite inteira. Vem, vem, vem ver um circo de verdade, tem, tem, tem picadeiro e qualidade”.

Achava tudo tão lindo… Sonhava com o apresentador entrando no picadeiro e falando “respeitável público, apresento o maior mágico de todos os tempos”, e a gente acreditava… Confesso que nunca achei graça nos palhaços, adorava os trapezistas, ficava só imaginando como deveria ser delicioso voar naqueles balanços nas alturas (e nunca aprendi sequer dar uma cambalhota). Nos parques, sempre fiquei tonta nos brinquedos que giravam muito rápido, como chapéu mexicano, mas gostava do trem fantasma e das barracas de jogar argolas pra tentar ganhar alguma coisa (nunca deu certo).

O encantamento era tamanho que fui ao cinema umas três vezes assistir “Bye Bye Brasil”, mais umas outras três pra ver “Lisbela e o Prisioneiro” e mais outras três pro “Palhaço”.

Esse tempo de circos, parques pequenos e mambembes passou, mas as guloseimas ficaram.

Pra matar a vontade, basta ir pra cozinha, preparar algumas receitas, arrumar tudo de um jeito alegre e divertido e fazer uma festa! Crianças e adultos vão adorar a brincadeira!

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Helozices, Histórias

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2 Comments

  1. 1

    Helô,adoro suas estórias não sou mto de cozinha,mas abro seu site todo dia.Vou testar alguma receita mas tenho um problema meu marido tem intolerância a lactose e maioria das receitas vai manteiga e creme de leite.Meu marido é parente do seu é de Jau (José Lourenço de Almeida. Prado Marchesan )e meu filho estudou no Degrau um abraço

    • 2

      Oi, Vera, tudo bem? Que bom que você está gostando do site. Já temos algumas receitas sem lactose, é só procura pela tag Sem Lactose e, em breve teremos mais opções. Espero que goste! Beijos

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