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Receita de Cinnamon Rolls – rolinhos fofos com açúcar e canela

receita de cinnamonn rolls

Quem já preparou a receita de pão de leite daqui da Cozinha da Helô sabe com ela rende pãezinhos tão irresistíveis como a foto que a Ana fez deles todos na assadeira. A receita é deliciosa e simples de fazer, bastar estar com vontade de ir pra cozinha e de preparar o seu pão.

Mas por que começar falando da receita de pão de leite na receita de hoje? Simplesmente porque a receita do pão de leite é base da receita de hoje, pois a massa é exatamente a mesma e tudo é idêntico até o momento em que a massa cresce e dobra de volume. A partir desse ponto é que a receita muda. Mas as mudanças não são complicadas, pois as novidades ficam por conta de misturar o recheio (nem ao fogo ele vai); de modelar a massa como um rocambole (usando o recheio), dividir esse rocambole em rodelas, colocar as rodelas com um dos lados em espiral pra cima na assadeira, depois do segundo crescimento comum e de assar até crescer e dourar, regar os rolinhos ainda quentes com a cobertura açucarada. Nem o recheio, nem a cobertura precisam de cozimento, são só de misturar.

Os cinnamon rolls são clássicos e viciantes. Como, ainda cru, o rocambole de massa é cortado em rodelas grossas e elas são posicionadas lado a lado na assadeira, com o lado em espiral aparente, os pãezinhos se transformam em “rolinhos”, ou “rolls”, como chamados em inglês. No forno, o recheio amanteigado com canela e açúcar mascavo aquece, carameliza e une os rolinhos de um jeito escandalosamente delicioso. Assim como acontece com os pãezinhos de leite, eles crescem, ficam grudados pra gente puxar e soltar depois de prontos, com as laterais macias. A calda açucarada é a cereja do bolo.

A receita, ao que consta, foi levada pelos imigrantes holandeses pra Nova York e fez tanto sucesso que se espalhou pelo país inteiro e depois pelo mundo. Hoje, não há padaria, confeitaria, café ou mercado americano que não venda ao menos uns cinnamon rolls básicos. E os lugares especiais, que muitas vezes preparam os seus e não apenas revendem, têm versões maravilhosas.

Como acontece com receitas que viram febre e acabam aparecendo em todos os lugares, mas com algumas diferenças, tanto na massa, que pode ser mais ou menos rica, no recheio e na cobertura. Isso, na verdade, acontece com muitas receitas, há de tudo. Por aí, há aquele croissant básico feito com gordura para massas folhadas ou com gordura hidrogenada comum, não trabalhado pra ser “croissant” de verdade e que, no final, não passa de um pão com formato de meia lua, muitas vezes massudo e engordurado; e o croissant com manteiga pra valer e que folha de um jeito delicioso, estaladiço e que não sai da memória, e que só aparecem em padarias especiais (a nossa receita de croissant clássico dá certinho, basta ter determinação e folha bastante, o quanto é possível pensando que se abre a massa com rolo e o forno é doméstico, ao contrário dos cilindros especiais pra abrir massa e de fornos mais poderosos).

Muitas receitas americanas começam a lista de ingredientes pedindo “x gramas de massa de pão”, que, por lá, costuma ser encontrada pronta em balcões refrigerados dos supermercados. E, por aqui, muita gente apenas recomenda usar massas neutras e também pedem pra usar 1 receita da massa “x” ou sobras de massa de qualquer pão básico ou de pizza. Eu, ao contrário, prefiro rolinhos preparados com a massa que ensino na receita de pão de leite, pois ela é saborosa, macia e rende pãezinhos mais emocionantes.

As sugestões pra cobertura também são variadas. Há possibilidades com açúcar mascavo e não com açúcar de confeiteiro (como a gente ensina aqui) e várias delas são gostosas. Só que, depois de vários testes, a gente optou pela mistura de açúcar de confeiteiro, canela, manteiga derretida e leite, que é pouco, mas transforma tudo numa calda grossa, leitosa, mas bege pela canela, fácil de fazer e de espalhar como rabisco.

Eles vão bem no café-da-manhã, num lanche a qualquer hora, como sobremesa gulosa e também pra presentear. Com uma xícara de café ou de chá ou um copo de leite, eles ficam ainda mais gostosos. São bem doces? Com certeza, mas de vez em quando pode e são puro carinho.
Quem ama canela, como eu, faz a festa. E quem não ama pode usar menos canela, e que não gosta pode fazer sem, dá pra dar jeito pra tudo. Pras crianças, que costumam detestar as passas, basta deixar as passas de lado.

Eu adoro e tenho vontade de fazer de novo e de novo sempre que olho pra essa foto maravilhosa da Ana (de novo …).

Ingredientes

Massa

  • 1 xícara (chá) de leite morno (240 ml)
  • 1/3 de xícara (chá) de açúcar (50 g)
  • 1 envelope de fermento biológico seco
  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente. 480 g)
  • 2 colheres (chá) de sal
  • 1 ovo
  • 50 g de manteiga em temperatura ambiente
  • Papel manteiga (uns 50 cm) ou manteiga pra untar

Recheio

  • 1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
  • 2 e ½ colher (chá) de canela em pó
  • 50 g de manteiga gelada, em cubinhos
  • 1 xícara (chá) de nozes grosseiramente picadas (ou a castanha que quiser, pode ser castanha de caju torrada, com ou sem sal, castanha-do-Brasil/Pará)
  • 1 xícara (chá) de uva-passa clara ou escura
  • 1/4 de colher (chá) de noz-moscada ralada

Cobertura Açucarada

  • 1 e ½ xícara (chá) de açúcar de confeiteiro
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 25 g de manteiga derretida
  • 2 a 4 colheres (sopa) de leite (de 30 a 60 ml)

Preparo

Prepare a massa umas 4 a 5 horas antes de servir (ou comece na véspera, seguindo a receita e as instruções que aparecem no final da etapa da modelagem), Numa tigela grande, misture o fermento, o açúcar, o leite e ½ xícara de farinha e deixe repousar por 10 minutos, até espumar. Junte o ovo, a manteiga derretida e o sal e, aos poucos, acrescente a farinha e trabalhe até obter uma massa macia, que descole das mãos.

Cubra a massa com um pano e deixe repousar por mais ou menos 1 hora, até dobrar de volume (dependendo do clima, a massa leva mais ou menos tempo pra fermentar).

Enquanto isso, prepare o recheio. Numa tigela média, esfarelando com as pontas dos dedos, misture o açúcar, a canela, a noz-moscada e a manteiga até conseguir faça uma farofa grossa (não é pra amassar e desmanchar tudo, como se fosse pra preparar uma massa, a ideia é ter um resultado esfarelado). Então, misture as nozes e as passas, cubra e leve à geladeira até o momento de usar.

Separe uma assadeira média (mais ou menos 32×22 cm) e forre com papel manteiga. O papel manteiga ajuda bastante no momento de retirar a “placa” de pãezinhos da assadeira, pois tudo ficará um pouco melado e grudento. mas, se não tiver papel manteiga, unte com manteiga e pronto. Reserve.

Polvilhe a bancada levemente com farinha e abra a massa com um rolo pra conseguir um quadrado de uns 45 cm. Ela ficara fina, com no máximo 0,5 cm de espessura. Espalhe uma camada uniforme de recheio sobre o quadrado de massa, tentando cobrir tudo. Em seguida, enrole como um rocambole e, pinçando com as pontas dos dedos, feche a abertura.

Apertando de leve com as mãos e fazendo alguns movimentos como se fosse enrolar uma “minhoca de massinha”, acerte pra deixar o rocambole como um cilindro o mais uniforme possível. Em seguida, com uma faca grande, divida o rocambole em 12 rodelas de uns 3 a 4 cm cada uma.

Transfira essas rodelas de massa pra assadeira, deixando todos juntas e com um lado em espiral para cima. Cubra a assadeira com filme e deixe crescer por mais 1 hora, ou até dobrar de volume. Se quiser, faça até aqui na véspera, deixe dormir na geladeira, retire da geladeira 30 minutos antes de assar e sirva os pãezinhos fresquíssimos, como num passe de mágica.

Durante esse repouso, prepare a cobertura açucarada. Peneire o açúcar de confeiteiro deixando cair numa tigela média. Junte a canela, a manteiga derretida e, aos poucos e de meia em meia colherada, e misturando sempre com uma espátula ou com um batedor de arame, vá adicionando o leite. Parece pouco leite e, no início, a impressão será a de que será impossível conseguir um glacê, mas a quantidade de leite basta (pode até sobrar um pouco) e, de um segundo pro outro, tudo se transforma numa espécie de creme grosso e levemente bege pela canela. Pingue o leite de pouquinho, pois se for além da conta o glacê amolece e não firma direito. Se isso acontecer, junte mais ou menos ¼ de xícara (chá) de açúcar pra engrossar um pouco (e se ficar um pouco mole, paciência, ela continuará gostosa).

Quando faltarem uns 15 minutos pra completar o tempo, aqueça o forno a 180ºC (médio).
Leve a assadeira ao forno e asse por uns 30 minutos, até que os pãezinhos estejam crescidos e bem dourados. Não se preocupe, eles saem do forno sem brilho e ganharão vida com a cobertura açucarada.

Retire a assadeira do forno, aguarde 5 minutos, e, como se estivesse rabiscando, espalhe a cobertura sobre os pãezinhos. Com o calor da massa, ela se espalha naturalmente, entra pelas frestas e depois firma.

2 Comentários

  1. 1

    Olá! Adoro suas receitas! Fiquei em dúvida: no modo de preparo do cinnamom roll você cita a noz moscada. Mas no rol dos ingredientes não está a noz moscada. Vai quanto na receita? Obrigada, beijos!

    • 2

      Roselia, boa noite!
      Obrigada pela ajuda! Na hora de incluir a receita no post a noz-moscada ficou de lado … ainda bem que você percebeu. De umas 4 raspadas de noz-moscada (raspar na hora é outra coisa, as já moídas não têm muito aroma), mais ou menos 1/2 colher (chá). Mas especiarias são sempre a gosto.
      Abraços, Ana e Helô

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