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Goiabada – de colher ou de cortar

No tempo das goiabas é que a gente se dá conta da quantidade de goiabeiras que crescem pelas ruas das cidades, beirando estradas da zona rural, nas matas e nos quintais.

Os passarinhos espalham as sementes, que germinam com facilidade, então nascem as goiabeiras silvestres, que dão a fruta aos montes.

São goiabas rústicas, de tamanhos e formatos variados, com as cascas grossas e marcadas, vira e mexe meio bichadas, mas são deliciosas, têm gosto de goiaba, bem diferentes daquelas enormes, lisas e teoricamente perfeitas, mas muitas vezes sem sabor, que aparecem nos supermercados.

Como muita gente não dá bola pra essas goiabeiras, as goiabas vivem caindo e estragando, mas isso não acontece quando eu passo por perto.

Na rua de casa, no Pacaembu, tem bastante goiaba e ao lado da minha casa na fazenda há uma goiabeira grande, bem antiga e que dá muita goiaba.

Quando começa o outono, é hora de colher as frutas e preparar geleias, compotas e doces em pasta e de cortar, muitas vezes pra durar pelo ano inteiro.

Depois de cortar as goiabas ao meio e descartar as sementes, que fazem parte de comer goiaba fresca, mas que no doce atrapalham (é péssimo morder sementes duras no meio da pasta cremosa e macia), as metades de polpa com a casca vão pra panela com açúcar e é hora de mexer e mexer e mexer…

Quem não gosta de goiabada cascão descasca as goiabas antes de cortar ao meio e retirar as sementes, mas eu adoro a textura cascuda e nunca descasquei.

Se eu tenho tempo e estou com disposição de mexer o doce por algumas horas pra chegar ao ponto de cortar, faço goiabada firme, mas quando não tenho tempo ou a preguiça bate eu desligo o fogo um pouco antes da massa abrir caminho e quase se soltar do fundo da panela e fico com goiabada de colher.

Antigamente, fazer goiabada era um acontecimento, com tachos imensos e doce pra um batalhão, mas hoje nem sempre é assim, o comum é fazer quantidades pequenas, pra consumir logo.

É importante saber que antigamente os doces eram muito mais doces, usava-se um quilo de açúcar por quilo de fruta, mas muita coisa mudou e eu, por exemplo, hoje uso no máximo uns 400 g de açúcar ara um quilo de doce.

Divirta-se fazendo e comendo. Com queijo fica muito melhor.

Ingredientes

  • 2 kg de goiaba vermelha madura
  • 3 e ½ xícaras (chá) de açúcar (525 g)
  • ½ xícara (chá) de água (120 ml)

Preparo

Descarte as partes mais feias da casca, corte a goiaba ao meio, descarte as sementes com a ajuda de uma colher, coloque numa panela grande com o açúcar e a água e aqueça, mexendo até dissolver. Cozinhe por mais ou menos 1 hora, misturando de vez em quando no início e, sem parar, quando o doce começar a pegar no fundo da panela.

Se quiser goiabada de colher, retire a panela do fogo quando a colher começar a abrir um caminho, o doce brilhar, avermelhar, começar a se soltar da panela e cair cremoso ao levantar a colher.

Quando quero preparar goiabada de cortar, continuo com o doce no fogo até que ele praticamente se solte do fundo da panela, então transfiro pra um refratário retangular pequeno, deixo esfriar e firmar e sirvo em fatias com queijo.

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