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Doce de leite muito bom

Quando morro de vontade de uma colherada de doce de leite, essa é minha receita “número 1”.

Gosto de doce de leite de tudo o quanto é jeito, dos clarinhos cremosos aos bem escuros e pastosos e aos de cortar. Acho que sempre é uma boa hora pra ele, vivo “roubando” uma colherada quando tenho um pote na geladeira, coloco um pouco sobre uma fatia de queijo fresco ou curado e saio comendo pela casa, uso como recheio de bolo (em casa, todos amam bolo de chocolate com recheio de doce de leite e calda de chocolate), rocambole, biscoitos casadinhos, canudinhos, alfajores, crêpes, como base de pudim e muito mais.

Receitas e variedades não faltam e uma das minhas preferidas é a que chamei de “doce de leite muito bom”, pois é mesmo. A receita dá aquele doce de leite cremoso lisinho, brilhante e marrom-escuro, com jeito de dulce de leche argentino.

Conversando e pesquisando, vi que a grande diferença entre o doce argentino está no início do processo, pois eles começam caramelizando uma parte do açúcar na panela, então juntam o leite, o restante do açúcar e a baunilha, daí cozinham até chegar a um ponto bem pastoso, por isso o sabor e a cor mais intensos de caramelo.

Delicioso e totalmente diferente dos nosso também delicioso doce de leite simples – cremoso e talhadinho. Fico com todos…

Quanto ao açúcar, testei bastante e acho que consegui reduzir à quantidade ao mínimo possível pra dar ponto de doce de leite. Hoje em dia, quase ninguém consegue achar graça naqueles doces que levam até 1 kg de açúcar pra 1 litro de leite, que dão até arrepios.

Dica importantíssima bem de vovó: poucas coisas são tão chatas de limpar quanto a boca de fogão com crosta de leite derramado. Pra manter o doce fervendo devagar e sem derramar por pelo menos 1h e 30min, coloque um pires de xícara de café no fundo da panela, com o lado da cavidade pra baixo, as bolhas grandes perdem a força e o leite não transborda.

Outra coisa: muitas receitas falavam pra “mexer sem parar” e resolvi questionar. Não precisa mesmo. Uma mexidinha de 5 em 5 minutos é mais do que suficiente. Dá pra ficar por perto fazendo outra coisa.

A panela deve ser grossa e larga, uso sempre uma de inox pesada.

A baunilha é o aromatizante clássico, com fava de verdade fica incrível, mas uma boa essência resolve, já que o preço da fava anda inviável. Quem gosta de canela pode acrescentar um pedaço de uns 3cm e retirar no final.

Como o ingrediente faz a receita, quanto melhor o leite, melhor o doce, capriche, vale investir num leite ótimo.

E tem mais: pra agradar a minha filha mais velha, que adora doce de leite, mas precisou cortar o leite integral do dia a dia por intolerância bem séria à lactose, eu resolvi preparar a receita com leite sem lactose e ficou perfeito.

Ingredientes

  • 3 e 1/2 xícaras (chá) de açúcar (525 g)
  • 2 litros de leite (o melhor que encontrar)
  • ½ colher (chá) de raspas de fava de baunilha ou 1 colher (chá) de essência

Preparo

Numa panela grande, coloque ½ xícara de açúcar e aqueça. Movimentando apenas levemente a panela, deixe o açúcar chegar ao ponto de caramelo claro (só até começar a subir uma fumacinha esbranquiçada).

Com cuidado, pois é muito quente e pode espirrar, despeje o leite sobre o caramelo e mexa com uma colher de pau até dissolver.

Junte a baunilha, o restante do açúcar restante e misture bem.

Coloque um pires com o lado côncavo virado pra baixo no fundo da panela, evitando assim que o leite borbulhe muito forte e suba, aí não derrama.

Quando ferver, coloco o fogo no mínimo e deixe o doce apurar por mais ou menos 1h e 30min, mexendo de 5 em 5min, até engrossar e ficar cor de caramelo claro. É difícil estimar o tempo exato, que depende muito do fogo e da panela.

Retire o doce do fogo e deixe esfriar. Se, depois de frio, o doce perder um pouco do brilho e parecer encaroçado, misture rapidamente com um batedor de arame e ele voltará a ficar liso e brilhante.

Guarde na geladeira por até 1 semana.