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Compota de caju

Ana Bacellar

Uma compota de puro caju vale como geléia e também pra servir com queijo, com carne e como base do caju amigo. É um sonho pra quem, como eu, ama caju. Realmente, eu viveria de caju, abacaxi, manga, figo e pêssego.

Na compota, o caju ganha sabor, textura e perfume totalmente diferentes daqueles que ele tem quando fresco. Adoro sempre e de qualquer jeito.

No “Lá da Venda”, ela tem múltiplas funções: acompanha a porção de bolinhos, dando o adocicado que realça o crocante e o salgadinho do mix; vai como geleia no buffet do café da manhã e entra no caju amigo.

O doce demora bastante pra apurar e chegar ao ponto certo já que a polpa é muito líquida. Dependendo do fogo, da panela e, é claro, da polpa de cada caju, o processo pode levar de 45min até 1h e 30min, mas o resultado compensa cada segundo.

Pra chegar ao ponto, tanto de cor, como de sabor e de cremosidade, a polpa precisa reduzir muito, por isso, é comum ele ficar firme no final e até precisar de um pouco de água pra ajustar a cremosidade.

A acidez do limão do final vai muito bem com o doce de caju, tanto em sabor, como também pra dar uma “avermelhada”, assim como acontece com a bananada.

Ingredientes

  • 8 cajus maduros
  • 1 xícara (chá) de água (240 ml)
  • ¾ de xícara (chá) de açúcar (112 g)
  • 1 colher (sopa) de suco de limão (15 ml)

Preparo

Descarte as castanhas dos cajus e, sem descascar, corte cada um deles em 4 e bata no liquidificador com a água até obter uma pasta lisa.

Passe por uma peneira pra descartar as cascas e complete com água se necessário pra conseguir 2 xícaras (chá) de polpa.

Coloque a polpa e o açúcar numa panelinha e aqueça, mexendo até dissolver. Misturando de vez em quando, deixe no fogo por mais ou menos 1h, até conseguir uma pasta cremosa, com a cor de caramelo claro e muito perfumada. Se, pra chegar a essa cor a compota engrossar demais, junte ¼ de xícara de água no final.

Misture o limão e retire do fogo.

Passe pra um potinho e deixe esfriar.

3 Comentários

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      Oi, Mara! Estou aqui pensando… Pode ser o grau de amadurecimento da fruta, que muda a concentração de açúcar, pode ser o ponto do doce (mais firme), mas acho que a acidez ou a quantidade de tanino deva ser a grande questão, às vezes as frutas com essas características escurecem quando cozidas em panelas de alumínio, ou têm outros dengos e mistérios que nem sempre a gente decifra. Eu aprendi com a minha avó a juntar o limão ao doce de banana pra equilibrar a acidez e avermelhar e, comigo, a técnica sempre funcionou com o caju. Quem sabe da certo na próxima vez! bjs

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